A perseguida
Todos que passavam a olhavam. As mulheres davam menos atenção, mas os homens olhavam-na com olhos interessados e até com bocas salivantes e em ato contínuo, engoliam a saliva do desejo.
E ela, indo devagar, parecia se exibir, provocando os desejos dos passantes, naquele fim de tarde bonito, onde o avermelhado dos raios oblíquos do sol parecia dar o acabamento, como se fosse um programa de photo shop, encobrindo eventuais imperfeições. E ela ali desfilando em câmera lenta.
Sua roupagem vermelho- encarnada excitava, e a imaginação comum fluía.
Todos que passavam a olhavam. As mulheres davam menos atenção, mas os homens olhavam-na com olhos interessados e até com bocas salivantes e em ato contínuo, engoliam a saliva do desejo.
E ela, indo devagar, parecia se exibir, provocando os desejos dos passantes, naquele fim de tarde bonito, onde o avermelhado dos raios oblíquos do sol parecia dar o acabamento, como se fosse um programa de photo shop, encobrindo eventuais imperfeições. E ela ali desfilando em câmera lenta.
Sua roupagem vermelho- encarnada excitava, e a imaginação comum fluía.
Como seria possuí-la? Como seria entrar dentro dela?
Mas o que fazer? Só podiam olhar e olhavam-na atentamente.
De frente era linda; e a traseira, ahaa... a traseira, humm... maravilhosa. Nunca naquela cidade, uma beleza daquela fora vista. Que estaria fazendo ali? Cochichavam alguns admiradores.
Literalmente, a rua parou, em clara reverência, como se só ela tivesse o direito de mover-se, e movia-se grácil e silenciosa sob olhares licenciosos.
Um metido a sabido, disse: é estrangeira.
O barbeiro baiano, na porta do salão, com a navalha com resto de espuma do rosto do freguês exclamou, parafraseando o italiano, dono do armazém ao lado:mama mia, e completou: só pode ser das estranjas, por aqui não se encontra uma beleza desta.
De repente, um baque surdo veio de onde ela estava. Ela estava parada, gemia e até "urrava," mas não conseguia mover-se. Logo um batalhão de homens solícitos, correuem socorro. Ao chegarem lá, alguns estavam sem jeito, até encabulados por oferecerem seus préstimos. Os mais atirados, limparam as mãos nas roupas e tentaram erguê-la encorajando os demais que, após rodéa-la, ergueram-na e a tiraram daquela situação embaraçosa.
Muitos homens e principalmente as mulheres olhavam zombeteiros e com ar de bem-feito, enquanto a Ferrari e o motorista partiam, sem ao menos, agradecer por serem libertados do quebra- molas.
De frente era linda; e a traseira, ahaa... a traseira, humm... maravilhosa. Nunca naquela cidade, uma beleza daquela fora vista. Que estaria fazendo ali? Cochichavam alguns admiradores.
Literalmente, a rua parou, em clara reverência, como se só ela tivesse o direito de mover-se, e movia-se grácil e silenciosa sob olhares licenciosos.
Um metido a sabido, disse: é estrangeira.
O barbeiro baiano, na porta do salão, com a navalha com resto de espuma do rosto do freguês exclamou, parafraseando o italiano, dono do armazém ao lado:mama mia, e completou: só pode ser das estranjas, por aqui não se encontra uma beleza desta.
De repente, um baque surdo veio de onde ela estava. Ela estava parada, gemia e até "urrava," mas não conseguia mover-se. Logo um batalhão de homens solícitos, correu
Muitos homens e principalmente as mulheres olhavam zombeteiros e com ar de bem-feito, enquanto a Ferrari e o motorista partiam, sem ao menos, agradecer por serem libertados do quebra- molas.
Escrito por : L.C.C do B.D.C
Publicado em 2009
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