domingo, 18 de setembro de 2011

Seria ótimo

SERIA ÓTIMO.

SERIA ÓTIMO que campanhas de medula óssea fossem feitas para todos que precisassem, sem distinção de classe social, cor, raça, poder aquisitivo etc.
SERIA ÓTIMO que empenho já visto, para que o time de futebol não perdesse a vaga na série que disputa, também fosse feito, pela saúde nos hospitais. Movendo mundos e fundos, como fizeram pelo futebol.
SERIA ÓTIMO que os motoristas, na maioria mal-educados,  respeitassem os pedestres, pelo menos nas faixas de segurança, ao invés de acharem que são superiores só porque estão numa carcaça de ferro ambulante, sentido-se o máximo, mas, no mínimo, são  soberanos em suas boçalidades.
SERIA ÓTIMO que muitos do povo não prostituissem o direito de voto, vendendo-o por favores baratos, conversas fiadas, interesses próprios.será que não percebem que este momento, é um momento de redenção, e que  poder de seus votos é igual aos dos mais ricos, poderosos, influentes e famosos ?
SERIA ÓTIMO que os  ricos não levassem ao pé da letra, quando o governo diz que o salário é de 545,00, esquecendo-se de que este é o mínimo que se pode pagar, e nada o impede de pagar um salário  mais decente aos seus colaboradores. Alguns têm as condições, mas não os pagam por pura mesquinhez, não valorizando quem cuida de suas casas, de seus filhos, mimados birrentos e, muitas vezes, sem educação que crescem sem respeito ao semelhante.
Também, donos de fábricas que pagam um pouco mais do que o mínimo e se acham no direito de explorarem seus funcionários pressionando-os a uma produção desumana e estressante.
SERIA ÓTIMO que as profissões fossem escolhidas por vocação e não simplesmente pelo ganho e status social.
 Um exemplo está na medicina que forma muitos e novos "profissionais" que ao chegarem para clinicar, parece terem nojo dos pacientes e nem colocam as mãos neles. Da porta, os vão dispensando com uma receita duvidosa nas mãos. E, os anos vão passando e muitos não se atualizam e alguns fazem dos hospitais seus feudos e dos funcionários seus vassalos, ( esquecem que também são funcionários) exigindo serem tratados por doutores, sem  terem feito o curso de doutorado,redigido a respectiva tese e defendido-a.
SERIA ÓTIMO que este que escreve, soubesse fazê-lo direito, com todos os pontos, vírgulas, acentos, concordância e se fizesse entender.


Escrito por: Luiz Carlos Cardoso
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quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Me empreste seu pai?


  Me empreste seu pai? Só um pouquinho, me deixe imaginá-lo meu e dizer o que não disse ao meu, enquanto vivo; falar aquilo que vai em meu coração, escutar seus conselhos, discordar de alguns por instantes, depois refletir e ver neles a sabedoria dos anos, das lutas, das noites mal dormidas a procurar soluções para problemas que eram de todos, mas que estavam apoiados em seus ombros vergados.
  Me empreste seu pai? Só um pouquinho, para tê-lo como meu e pedir desculpas por tristezas provocadas, para rir risos de histórias e momentos felizes passados; sentir que ainda sou criança e, de cavalinho em seus ombros fortes, sentir o apoio de suas mãos seguras de gigante e, na minha inocência, imaginar que elas podiam segurar o mundo e, como herói que era, me defender dos dragões, dos medos noturnos, das doenças. E, que se possível fosse, queria que elas como num passe de mágica se transferissem para o seu corpo.
  Me empreste seu pai? Só um pouquinho, para que me aninhe em seus braços nos momentos de incertezas e aflições do cotidiano.
  Me empreste seu pai? Só um pouquinho, para, simbolicamente, lhe dar um beijo na face já sulcada pelas rugas, marcas registradas da velhice, e ter a chance de me redimir de coisas que só um pai perdoa.
  Me empreste seu pai? Só um pouquinho e, assim como se fosse meu, agradecê-lo pelos exemplos, puxões de orelhas, o calçado novo, enquanto ele escondia a sola furada.
  Me empreste seu pai? Só um pouquinho, só para chamá-lo de pai, pois esta palavra foi banida do meu dicionário, depois que o meu se foi, e, então, dar-lhe um abraço apertado e dizer que neste dia especial não me esqueci dele.
  Me empreste seu pai? Só um pouquinho, para através dele, falar ao meu, que não está presente fisicamente mas, sim, em meu coração e, assim, desejar-lhe um feliz dia dos pais e dizer-lhe que, ainda e sempre, o amarei.
  Me empreste seu pai? Só um pouquinho.

 Escrito por: Luiz Carlos Cardoso

Publicado em 2005
 A todos que nunca esqueceu.

domingo, 7 de agosto de 2011


Bom dia, santidade, hoje faz sol.

  Em termos comerciais e comparativamente falando, o ser humano é um produto perecível; vem com data de fabricação, mas não a de validade. Uns “longa vida” outros, de “consumo rápido”; umas pessoas com ótimos conteúdos,outras pastéis de vento.
  Uma destas pessoas, com ótimo conteúdo, foi o Papa João Paulo 2°, nome assumido no inicio de seu pontificado, deixando, em segundo plano, o seu nome de batismo: Karol Józef  Wojtyla, como sua vida particular, ao se tornar uma pessoa pública, ou seja, chefe da igreja católica com bilhões de seguidores.
   Homem de muito carisma e influência  tanto política como religiosa, não só sobre sua messe, mas também respeitado por outros credos, por sua tolerância  em saber que todos estamos abaixo do mesmo DEUS; e também o de entender que os costumes de um povo o levam a certas atitudes nem sempre compreendida sob nossa ótica.
   Foi um Pontífice de idéias e atos, pois varreu literalmente o planeta com sua presença marcante, enquanto sua saúde permitiu.
   Em seus últimos tempos de vida; relatou a enfermeira que o acompanhava Ritia Megliorin, que o papa nunca desistiu de lutar pela vida, pois lia muitas publicações científicas sobre sua enfermidade e dizia que: para todo o problema existe uma solução.
   Batalhou pela vida até o fim,  dando exemplo de fé e perseverança, uma de suas marcas, forjadas ao longo  de sua longa existência.
   Logicamente, teve seus momentos de dúvidas; pois se até Cristo as teve (  Pai, pai, por que me abandonaste?), por que não ele, um simples humano, com todos os defeitos e medos que já nascem embutidos conosco?
   Lembra Ritia  que, ao amanhecer antes de descerrar as cortinas e abrir as janelas, sabia que o Papa já estava acordado desde há muito, pois era costume daquele homem começar a rezar bem antes do raiar do sol; saudava-o dizendo: - Bom dia, santidade, hoje faz sol.
  Ele gostava de dias de sol e também de ouvir o som da cantilena vinda lá de fora de pessoas a orarem e cantarem pelo seu restabelecimento.
  Em seu último dia de vida, o som da cantilena se tornou mais intenso e ela preocupada  dirigiu-se ao cardeal  Dziwisz  perguntando se o som não estaria incomodando o Papa. Ele levou-a até a janela e disse: Ritia, estes são os filhos que vieram se despedir do pai.
  O Papa João Paulo 2°, foi um grande homem do século 20, um longo século de duas guerras mundiais, muitas tragédias, transformações, progressos, intolerâncias, descobertas e conquistas.
   Posso estar errado, mas na minha opinião, o século 20 foi um divisor de águas na história da humanidade; e quem dera um dia toda a humanidade tenha as qualidades daquele homem e possa dizer a outro ao raiar do dia: BOM DIA, AMIGO, HOJE FAZ SOL.

   Escrito por: LUIZ CARLOS CARDOSO

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terça-feira, 19 de julho de 2011

ESPELHO, ESPELHO MEU!

Espelho, espelho meu!


O reflexo do espelho, é uma “foto” em tempo real; encarando-o, podemos ter um parâmetro de como somos. É um objeto fascinante e atraente, pois quem resiste não olhá-lo, ou melhor, encará-lo nem que for de relance?
   Não necessariamente tem que ser um espelho, daqueles tradicionais, pode ser algo que reflete, por exemplo: uma vitrine ou um vidro de  carro,diante dos quais, ao passarmos e olharmos, podemos  conferir se as roupas estão bem alinhadas; as mocinhas conferir o bumbum, os cabelos etc..
  O espelho faz parte de nossa vida e até da  história. Quem não leu nos livros escolares que quando os portugueses por aqui aportaram, presentearam os ingênuos donos da terra com espelhos e outras bugigangas?
   Ele faz parte do imaginário popular, retratado em muitas histórias ao longo do tempo em diversas formas, tamanhos  e usos.
   Quando estamos sós e em um lugar reservado olhamo-nos mais atentamente,neste momento nos soltamos, fazemos caretas, poses, caras e bocas, até conversamos com nós mesmos; as vezes nos elogiamos, nos censuramos, nos interrogamos dos porquês disto e daquilo.
   Há momentos em que ele é nosso amigo, outros nosso inimigo, pois mostra cruelmente o quanto envelhecemos ou como poderíamos ser mais bonitos; até aquela espinha da adolescência, num dia em que não podia estar lá, é revelada.
   Também há o espelho preferido, e isto é um segredo só nosso, pois tem espelhos que talvez por sua curvatura ou polimento, nos mostram mais bonitos escondendo imperfeições, enquanto outros nos ressaltam as feições. Fugimos destes, tal qual a Medusa, e preferimos o espelho bajulador da madrasta da branca de neve.
   Outra categoria de  reflexo é o imaginário; ao idolatrar artistas, vemos neles o que queríamos ser, e talvez por isso, certas pessoas se apeguem tanto a seus ídolos e sobrepõem suas vidas sobre as deles. E ai de quem falar deles. Pois quem gosta de ver seu reflexo criticado?
  “E assim caminha a humanidade,” igual a Narcisos, debruçados na margem de seus sonhos, embevecidos pelos próprios reflexos, admirando e querendo ser admirados.
                         
A seguir, um mine conto
 

  O reflexo

Você está me seguindo?
 Por quê não responde?
Hoje cedo, no banheiro,  vi você olhando para mim.
Velha, velha!!!!! Filha da puta!!!!.
Por que está aí dentro me encarando?
Vou acabar com você.
......................................
- Volte aqui, sua velha maluca, vai ter que pagar a vitrine!
Ela nem deu resposta, saiu pulando uma ilusória amarelinha.


quarta-feira, 6 de julho de 2011

Fila


           
FILA AQUI, BICHA EM PORTUGAL. 
  

Fila é uma coisa muito estranha.... eu disse coisa?. Nem sempre é uma coisa, por vezes parece assumir forma orgânica, caprichosa; parece perceber as psicologias, ansiedades, capta vibrações de impaciência, pois quando não estamos com pressa, ela flui,anda, vai igual enterro de pobre.
  Mas basta o “ser” fila perceber uma impaciência, um olhar insistente no relógio que, caprichosamente, para, enrosca, desengrena seus elos formados por corpos nem tão apressados como você, que olha com inveja a fila ao lado que, como por encanto, acelera.
   Neste momento, a indecisão toma conta da gente; mudar ou não mudar de fila? Dúvidas nos assolam; e se eu mudar e aquela também parar?.
   Filas, tem praticamente em todos os lugares sem em que, procuramos por serviços. Um exemplo são os bancos que, atualmente, na maioria, têm poltronas, não têm relógio de parede, mas têm as senhas e estas são perigosas pois, na pressa, você pegar uma errada, para um tipo de serviço que  não quer.
  E lá fica você  com cara de bundão, ouvindo o soar macio do marcador de senhas, vendo os números correrem, até que você percebe que aquela bonitona ou bonitão que você tava admirando e que chegou depois de você  é chamado.
  Você  vai até o guarda e pergunta, ignorando a placa( Não converse com o guarda), se a senha está correta. Ele olha com cara de enfado e negativa com um gesto de cabeça.
  Você vai para a porta giratória para tirar outra senha lá fora  e é barrado por uma nuvem de boys  com pastas imensas embaixo dos braços.
  Depois deste estouro de duplicatas, você já suado e à beira de um ataque de nervos, chega até a maquina de senhas e, quando vai tirar uma.... tcham, tcham, tcham,  acabaram os tíquetes. Ao mesmo tempo em que o guarda lacra a porta, pois o relógio marca 15 horas.
  Obviamente desiste, não sem antes lançar olhares com raios em direção ao guarda que, com seu gesto, diz que segue as regras.
  Lemba que tem que ir ao mercado, buscar 1 kg de carne moída. A hora que você chega, as moças dos caixas conversam, animadamente, aproveitando a folga.
  No açougue do mercado, nova fila, pessoas ignoram as placas de preços nas paredes e entrevistam o açougueiro que, pacientemente,  fala os preços olhando as placas. O freguês indeciso irrita o açougueiro, já estafado em fim de turno. Como vingança ,o freguês pode levar gato por lebre.
   Depois de muita luta, e decorar os preços ditos pelo balconista, com o quilo de carne, heroicamente conseguido, parte para o caixa, desviando do engarrafamento de carrinhos e moças que fazem demonstrações. Espantado olha os caixas abarrotados. No caixa rápido a que vai: produtos com códigos ilegíveis, pessoas retornando as prateleiras à busca de algo esquecido, cartões de créditos perdidos em bolsas que mais parecem quartinhos de despejo, cheques sendo preenchidos à mão vagarosamente, bobina da máquina findada, amigas da caixa falando dos namorados,... Ufa!!!!! E quando chega a sua merecida vez......uma queda de energia paralisa tudo.
  Fila....... Ou como dizem os portugueses, eita bicha danada.

 Escrito por: L.C.C do B.D.C

( , . ; : ^ ´ ` -  kit pontuação e afins, para os mais eruditos colocar onde faltar)



 




terça-feira, 5 de julho de 2011

CONTA, PREGO, MARCA AI, DEPOIS NOÍS VÊ, DOLOROSA

Dolorosa
1º semana
2º semana
3º semana
4º semana
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  16




  17




  18




  19




  20




  30




  40




 50




  60




  33




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  55




  66




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  89




  99




   22  




   12




   32




   42




   52




   62




   72




   82




   92




   11




   21




   31




   41




   51




   61




   71




   81




   91




   07




   88




   27




   37




   47




   57




   67




   09




   87




   97