Premissa
Quem ama não quer perder o amor do ser amado. Baseado nessa premissa, quando eu leio a Bíblia, noto que a palavra temor, em relação à Deus, é recorrente, como se fosse uma obrigação encararmos um Deus a imagem e semelhança de um pai severo, de chicote nas mãos, pronto a usá-lo caso não atendamos suas vontades.
Neste momento da leitura, substituo a palavra temor pela palavra amor; pois a palavra amor inspira lealdade, adoração, respeito, e o único temor que temos é perder este amor perfeito de um “Ser” perfeito, sem as vicissitudes humanas em que teimamos transformá-Lo.
A nossa fé, como a cultura, evolui e, um dia, “conheceremos a verdade, e ela nos libertará”. Então este Deus, cheio de vícios, que criamos, e que é vingativo, vaidoso e pouco clemente, e comparável aos deuses do olímpo, que temos que adorá-lo como se fosse um rei terreno, pois, em nossa pequena concepção do que é o sagrado, ainda o fantasiamos com manto,coroa e cetro. Visão estritamente humana do que é o elevado em nosso conceito.
Deus não é nada disso, ele é amor, e parafraseando Leonardo Da Vince : o amor Dele “exprime o inexprimível e traduz o intraduzível” e adiciono que sua bondade é incompreensível a nossa minguada inteligência que evolui tão lentamente que até hoje não o compreendemos totalmente.
Estamos com um pé no futuro, outro no passado, somos modernos com vícios antigos e para Deus somos crianças peraltas ainda descobrindo o verdadeiro sentido da vida e o que é o existir.
Ainda temos um longo caminho a percorrer, até a compreensão total do que é ser um “ser” humano.
Fomos feitos não à semelhança física de Deus, pois temos uma forma só e Ele não, somos semelhantes a sua inteligência, pois Ele nos deu o poder parcial da criação.
Escrito por : LUIZ CARLOS CARDOSO
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